em horizonte com nuvem em moldura,
o pao de queijo, larica de Minas, ficou moreno. A nega nao gostou muito, gosta dele mais branco... Mas tinha tanto sorriso e o vento era tamanho que ela esqueceu da cor. E fez amor, com gosto, cheiro, sem lua e tudo. E num era tarde. Uma e quinze, o forno e' que correu.27 de abril de 2011
14 de abril de 2011
acordes em jornalismo menor, que já vem o dia
Para Vanessa Carvalho,
para o Olhapim.
Apertou na mão do doido, no riso doido, toda a correria, a correria do dia.
Mas canta na moeda que agita, a fome maldita, a sua, a do velho da rua.
O doido era novo, coisa de vinte e pouco.
O velho era branco, a marca de tanto.
A cega que gritava os trinta e oito milhões
anunciava a miséria do mundo, correntes, vilões.
Na mão dela, no sol, mais uns três bilhetes,
e quando calava ela ria
num canto sábio, seu lábio
trazia, falsos palacetes.
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