Amanhã dia de sol é dia de tirar o couro e abrir a carne. É dia de entrar no sol pra marcar. Bom é risco de coisa que passa e fica para sempre. Que queime. Que eu quero é dar de cara com Ela todo marcado senão que pouco pra Ela. É fazer valer cada moeda nos olhos. Por que se chega Lá inteiro sem marca o Barqueiro passa o remo. É chegar Lá gastado na vida. É fumar quando dá gosto porque tem fala demais e fumo de menos. Marca de menos. Queimado e marcado se preciso apaga o cigarro na mão que desaparece feito mágica.
1 de maio de 2010
35 velho carregador.
Tec tec tec tec tec tec tec tec tec! Páginas e páginas e. paginas de anos. Mário de Andrade estivesse por aqui para as comemorações do Primeiro de Maio. Toca a Marcha na Rádio Feira. A Avenida Afonso Pena vazia de lojas e cidadãos. Quem passava já tinha sacola já tinha comprado. Trabalhadora curva 85 de idade caminhando de sacola. E a Marcha tocando. Tec tec tec tec tec tec tec tec tec! Nada de mobilização ou reivindicação. Era mobilidade tocada pela caixa no poste da calçada. Quem será que ouvia a musica? Tinha vertigem só penso. Era musica lá aquilo. Quem discia discia quem subia subia. A prefeitura calada ouvia. E a Marcha tocava. Tec tec tec tec tec tec tec tec tec! Uma duas bancas de revistas abertas e jornais dobrados. Tarde que era meio dia pra qualquer trabalho maior. O sol tá facultando hoje. Não veio pra trabalho. Está de conversa fiada. Nas portas dos prédios dos bares um bigode 58 com uma cabeça branca de prosa. Dia do Trabalho um senhor Vanir veio e veio de Corcel 76. Preto no creme. Rádio original de dial. E o desempregado procurava a manifestação. Tec tec tec tec tec tec tec tec tec! Marcha. Tec tec tec tec tec tec tec tec tec! Marcha. Não tem confusão não.
Hoje é tocado no plástico. Tec tec tec tec tec tec tec tec tec! Não tem barulho não. Anda tudo alinhado à direita. A Marcha arranha em baixa.
Assinar:
Postagens (Atom)